
"Apesar e acima do teu individualismo, estava a tal inevitabilidade a que nos subtemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti, te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilibrio, tornando-me subtilmente indispensável. (...) Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Fui alguém que te chamou a atenção e que um dia decidiste que querias atravessar (...) Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. (...) Não, o teu amor por mim, volto a dizê-lo, não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha feita com a leveza e a frontalidade com que fazes tudo na vida. Por isso foi tão linear para ti - e repara que não escrevo a palavra fácil - escolher outro caminho."
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